Molda-me ao jeito de um palmo,
à distância entre astros,num terreno agridoce.
Pois ao moldar largas o traje,
que o pensamento te trouxe.
Tecidos que a psique ao embalar tece,
seda que o proprio ser se esquece.
Insere toda a carne e osso,num molde nao justo
no fundo de um poço porém recorda seu custo.
Agora a madeira o peito aperta,a dor programada o panico desperta.
Corre descalça sob pedra ardente,os passos acordam a besta dormente.
Segue-me,ergue-me novamente,
na torre onde apenas tempestade se sente.
Molda-me ao sabor da pimenta,pastor que escolhe sua ementa.
Molda-me ao som do desassossego,
que importa se a flor tenra,no fim morrer de medo?
Gadvnhas - CD 2017
Há 9 anos


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